sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A bomba atômica e suas (IN)justificáveis motivações (políticas)

Cogumelo atômico sobre Hiroshima e Nagasaki. Fonte: Wikipedia.

Lendo um pouco de Era dos Extremos, de Eric Hobsbawm, fiquei pensando nos riscos atuais que estamos correndo novamente. Aqui, chamo a atenção dos leitores amigos, às vezes desavisados por estarem labutando para o sustento diário da vida e da família, enfim, chamo a atenção para o que Estados Unidos e Israel estão fazendo em relação ao Irã.

Ambos estão programando justificativas para a guerra contra o Irã, contra os árabes. Acredito que as consequências dessa provável guerra podem ser mais extensas que às consequências dos massacres americanos no Iraque e no Afeganistão.

Segundo Hobsbawm, a provável justificativa americana para o lançamento das duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, era evitar mais mortes de soldados americanos ou também não permitir o crescimento político da URSS como ocorreu ao final da 1ª Guerra Mundial.

Eu partilho da leitura feita por Hobsbawm.

"A longo prazo, os governos democráticos não resistiram à tentação de salvar as vidas de seus cidadãos, tratando as dos países inimigos como totalmente descartáveis. O lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945 não foi justificado como indispensável para a vitória, então absolutamente certa, mas como um meio de salvar vidas de soldados americanos. É possível, no entanto, que a ideia de que isso viesse a impedir a URSS, aliada dos EUA, de reivindicar uma participação preponderante na derrota do Japão tampouco estivesse ausente das cabeças do governo americano." (p. 34 e 35)

Pois é...

VALORES BÁRBAROS APÓS 2ª GUERRA MUNDIAL

"O acentuado declínio dos valores da civilização após a Segunda Guerra Mundial acabou trazendo o gás venenoso de volta. Durante a guerra Irã-Iraque, na década de 1980, o Iraque, então apoiado entusiasticamente pelos estados ocidentais, usou-o à vontade contra soldados e civis..." (p.36)

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