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| Capa do livro. |
REFEIÇÃO CULTURAL 21
Acabei a leitura do livro de Khaled Hosseini - A cidade do sol, de 2007. Não há como não se emocionar.
Havia prometido em casa que leria o já famoso O caçador de pipas, dele também. Mas acabou parando em minhas mãos o segundo livro do autor.
Estava passando cinco dias na casa de meus pais em Minas, na semana passada, e percebi que seria impossível ter concentração suficiente para seguir a leitura do livro de Saramago - Todos os nomes, pois são leituras diferentes (Creio que todas as leituras são diferentes). Já o livro de Hosseini, consegui lê-lo em meio a gente e tumulto.
O livro trata, basicamente, do que é ser mulher no Afeganistão. Evidentemente, trata também das mazelas e desgraças geradas pelas sucessivas guerras sofridas pelo povo afegane, sejam internas, sejam de invasão estrangeira.
Vale a pena a leitura, pois é preciso que saibamos o que ocorre neste nosso vasto mundo para sabermos evitar e/ou corrigir as nossas próprias mazelas sociais.
É como eu dizia em nossas sessões de prosa em família, lá em Uberlândia: tudo na vida é uma questão de política e religião. TUDO!
É uma tremenda bobagem dizer que não se discute política e religião. SE DISCUTE SIM!
É UMA QUESTÃO DE TOLERÃNCIA. E, COM TOLERÂNCIA, SE DISCUTE TUDO.
Política e religião movem o mundo desde sempre. Não discuti-los é se alienar; se alienar é se deixar levar pela desinformação e pela ignorância. É ser convencido pelo mito, sem antes refletir e digerir o fato. Sem ao menos saber se há explicação para tal.
Cara! Como alguma sociedade pode admitir qualquer tipo de violência ou ditadura? Como explicar a tolerância à injustiça? Como aceitar a intolerância em nome de algum deus ou "ser superior"?
A intolerância existe de forma latente em cada um de nós, mamíferos onívoros - vulgo seres humanos. É preciso identificá-la; controlá-la e, já que impossível extirpá-la de nossa natureza, vigiá-la todos os dias de nossa existência.
A TOLERÂNCIA É UM EXERCÍCIO DIÁRIO, COTIDIANO.
A cidade do sol é uma leitura que vale a pena, pois exercita a esperança e, acima de tudo, nos mostra o que ocorre todos os dias e em todos os lugares - as guerras e as intolerâncias.


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